Estudos arqueológicos em Tatuí

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Ao longo desta semana (28 a 31/8), arqueólogos da A Lasca estiveram em Tatuí (SP) para realizar estudos de campo. Nesse período, foram entregues folhetos explicativos na Secretaria Municipal de Cultura que serão distribuídos nos espaços culturais da cidade para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram o projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área do Parque Residencial dos Pássaros, empreendimento situado na Rua Roldão Rodrigues da Silva, estudos autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria n.º 46 de 21/08/2017.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. Tatuí possui bens tombados, ou seja, protegidos por lei, pelo protegido por lei pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat, entre eles:

  • Antiga fábrica Santa Adélia
Santa Adelia
(Foto: Condephaat).
  • Indústrias Têxteis São Martinho
Sao Martinho a1
(Foto: Condephaat).

Mais informações podem ser obtidas na Listagem dos Bens Tombados, disponível no portal do Condephaat.

Além dos bens culturais edificados, há também outras referências, tais como o tradicional Doce ABC (abóbora, batata e cidra), reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial da Gastronomia Tatuiana pelo Conselho Municipal de Turismo de Tatuí.

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Fonte: Portal Defender. (Foto disponível em: defender.org.br).

Você sabia que na sua cidade há sítios arqueológicos?

Em Tatuí constam dois sítios arqueológicos registrados no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo Iphan:

Sítio Alpargatas – Sítio cerâmico, com ocorrência de urna funerária contendo material ósseo (em profundidade).

Sítio Guarapiranga – Sítio cerâmico a céu aberto. Além disso, essa é uma região estratégica para o estudo de antigas ocupações humanas, pois ocupa área próxima ao interflúvio entre duas grandes bacias hidrográficas, a do rio Tietê e a do rio Paranapanema, drenagens que atraíam grupos humanos diversos desde períodos pré-coloniais. Na região, as ocupações parecem ter sido iniciadas há cerca de 8 mil anos atrás.

 

A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:
Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

* ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

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