Estudos arqueológicos em Saltinho

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Durante esta semana, arqueólogos da A Lasca estão em Saltinho (SP) para realizar estudos de campo. No dia 24/11, serão entregues folhetos explicativos na Diretoria Municipal de Educação para distribuição nas escolas locais, com o objetivo de informar sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essa ação de esclarecimento e extroversão integra o projeto de Avaliação de Impacto­ ao Patrimônio Arqueológico­ (AIPA) área de implantação do loteamento Parque dos Ipês, localizado próximo da Rodovia Cornélio Pires (SP-127), na altura da Rua Silva Estrela Perina. Esse estudo foi autorizado pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria n.º 61 de 31/10/2017.

Jardineira 1925
Primeira jardineira da linha Piracicaba-Saltinho, em 1925. (Foto: José Hyppolito, in MONTEIRO, Moacir Nazareno. Saltinho: dados históricos).

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. Saltinho não possui bens tombados, ou seja, protegidos por lei. Contudo, há outras referências culturais que são reconhecidas pela população, como por exemplo:

  • Sede da Prefeitura de Saltinho
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(Foto disponível em: www.saltinho.sp.gov.br).
  • Festa das Crianças na Praça Central
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(Foto disponível em: www.saltinho.sp.gov.br).
Cururu 1938
Notícia sobre cururu no Jornal de Piracicaba, 1938. (In MONTEIRO, Moacir Nazareno. Saltinho: dados históricos).

Você sabia que na sua cidade há sítios arqueológicos?

No município de Saltinho consta apenas um sítio registrado no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo Iphan:

Sítio Arqueológico 3 – Sítio lítico, ou seja com material em pedra lascada, pré-colonial (anterior à chegada dos europeus) da tradição Umbu.

As Tradições Umbu e a Humaitá, são as duas grandes tradições arqueológicas existentes nos estados do sul e sudeste do Brasil, principalmente no estado de São Paulo, que têm seus polos centrais de desenvolvimento no sul do país, abrangendo inclusive a Argentina e o Uruguai

Além disso, para a região onde se insere Saltinho – Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí –, há informações a respeito da presença de sítios arqueológicos com vestígios de ocupações pré-coloniais em Piracicaba, Campinas, Capivari, Monte Mor, Limeira, Santa Bárbara D’Oeste, entre outros.

 

A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:
Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

* ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

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