Prospecção arqueológica: mineração em Tocantins

Programa de Prospecção Arqueológica, Resgate e Educação Patrimonial da área da Engegold Mineração, em Chapada da Natividade.

O Programa de Prospecção Arqueológica, Resgate e Educação Patrimonial da área da Engegold Mineração Ltda, além do resgate dos sítios identificados pelos estudos arqueológicos: Barreiro e Fortaleza II e das prospecções e delimitação do sítio arqueológico Pequizeiro, desenvolveu atividades de Educação Patrimonial junto à comunidade escolar e em geral do município de Chapada da Natividade.

Visando ao empoderamento e fortalecimento de ações e saberes locais relacionados ao patrimônio cultural material e imaterial presente no cotidiano local, na arquitetura, nas expressões da culinária e da comensalidade, nas celebrações religiosas, nos saberes e fazeres da região e especialmente aos vestígios arqueológicos pré-coloniais e históricos culturais evidenciados, no município de Chapada da Natividade – TO, o Programa desenvolveu reuniões, workshops, encontros e oficinas, em parceria com os gestores da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo e com representantes da Associação Comunitária dos Quilombolas Visão de Águia da cidade de Chapada da Natividade, na Escola Municipal Marcolina Pinto Rabelo e no Colégio Estadual Fulgêncio e na Paróquia de Santa Ana.

No município, há duas comunidades remanescentes de quilombos, reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares: a de São José e a de Chapada da Natividade.

Chamadas de Mostra de Objetos Arqueológicos e/ou Encontro Conversando sobre Arqueologia e Patrimônio Cultural, as atividades de Educação Patrimonial com a comunidade em geral buscaram estimular os participantes a compartilhar o conhecimento que detinham sobre a região e sensibilizá-los sobre a riqueza e importância do patrimônio cultural tanto material quanto imaterial do município.

Já os workshops com os educadores, reunidos pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo de Chapada da Natividade, tiveram em vista a recém inclusão no currículo escolar do tema da cultura quilombola, seus saberes e fazeres.

O Governo do Estado de Tocantins, por intermédio da sua Secretaria de Educação, procedeu, a partir do ano letivo de 2017, a inclusão no currículo escolar das disciplinas “Cultura Quilombola” e “Saberes e Fazeres Quilombolas”, com o objetivo de atender ao que determina a Lei 10.639/2003, que trata da obrigatoriedade de inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” na grade de ensino.

De acordo com as demandas e interesses manifestados pelos professores nesses workshops, foram realizadas as atividades Conversando sobre o meu patrimônio, com os alunos do Ensino Fundamental da EM Marcolina Pinto Rabelo Bueno e do Ensino Médio do Colégio Estadual Fulgêncio Nunes, caracterizadas por rodas de conversa e oficinas, que simularam uma escavação de um sítio arqueológico.

O Programa também desenvolveu atividades com os trabalhadores da Engegold Mineração Ltda, convidados a refletir sobre o seu papel na descoberta de vestígios de povos passados e da necessidade de garantir um direito que pertence às futuras gerações: o direito ao patrimônio cultural em geral e o arqueológico.

Essas atividades permitiram o desenho coletivo (curadoria educativa) da exposição fotográfica itinerante: Chapada da Natividade: Riqueza, Patrimônio e Memória sobre o patrimônio cultural de Chapada da Natividade e sua comunidade quilombola, e que permaneceu, no município, em exibição e itinerando nos seus espaços culturais e entidades sociais.

Para as atividades de curadoria dessa exposição foi formado um grupo de trabalho com educadores e alguns representantes da comunidade de Chapada, que trabalhou tanto na definição coletiva dos conteúdos para exibição, como também na programação de atividades de visita.

A exposição teve o objetivo de compartilhar informações sobre os sítios arqueológicos evidenciados e colaborar para a participação da comunidade de Chapada da Natividade, na proteção e promoção do seu patrimônio cultural local. Além de alguns dos bens culturais do município e painéis sobre as comunidades quilombolas locais, apresentou textos e fotografias dos trabalhos arqueológicos e artefatos encontrados.

 

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