Estudos em Imbituva, Carambeí, Castro, Ipiranga e Ponta Grossa

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Arqueólogos da A Lasca estarão em 5 municípios paranaenses: Imbituva, Carambeí,  Castro, Ipiranga e Ponta Grossa. Nesse período serão disponibilizados folhetos explicativos na Secretaria de Educação e Cultura de Imbituva, no Departamento de Cultura de Carambeí, no Museu do Tropeiro de Castro, Secretaria Municipal de Educação de Ipiranga e Fundação Municipal de Cultura de Ponta Grossa. Esse material objetiva informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos.

Essas ações de esclarecimento integram os projetos:

  • Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico – Subgrupo VI.1: Trecho
    de LT entre a Subestação Irati Norte e o Seccionamento da LT 230 kV Areia – Ponta Grossa Norte;
  • Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico –Subgrupo VII: Seccionamento
    da LT 230 kV Klacel – Ponta Grossa Norte (C1) até a Subestação Castro Norte.
  • Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico – Subgrupo VI: Linha de Transmissão 230 kV Irati Norte – Ponta Grossa (C2)

Estes projetos foram autorizados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio das Portarias n.º 47 de 15/07/2019 e n.º 53 de 09/08/2019.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são forma de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem.

O município de Imbituva não possui bens tombados a nível federal, isto é, protegidos por lei pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Porém, Imbituva possui outras referências culturais importantes para sua história e população.

  • Avenida Sete de Setembro

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Avenida 7 de setembro em 1912. Fonte: XII Encontro Estadual de História da ANPUH/RS.

Carambeí não possui bens tombados pelo Iphan. Porém, conta com um Parque Histórico que inclui a Casa da Memória que tem a guarda do acervo histórico do município.

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Parque Histórico de Carambeí. Fonte: Portal do Parque Histórico de Carambeí

O município de Castro possui 8 bens tombados, isto é, protegidos por lei pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná – CEPHA. entre os quais estão:

  • Museu do Tropeiro

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Ponta Grossa possui 8 bens tombados pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná (CEPHA) e  4 bens tombados pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (COMPAC). Entre os quais estão:

  • Mansão Villa Hilda (protegido pelo órgão municipal e estadual)

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  • Cine Teatro Ópera

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Fonte: Portal da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa

  • Antigo Hospital 26 de Outubro

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  • Estação de passageiros da Estrada de Ferro de Ponta Grossa

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Fonte: Portal da Secretaria Estadual de Cultura do Estado do Paraná

Ipiranga possui um bem tombado, isto é, protegido por lei pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná – CEPHA:

  • Grupo Escolar Dr. Claudino dos Santos

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Fonte: Portal Ipatrimônio

Sítios arqueológicos na região

Em Imbituva não constam sítios arqueológicos registrados no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo Iphan. Contudo, pesquisas arqueológicas desenvolvidas em cidades vizinhas resultaram na identificação de, ao menos, 7 (sete) sítios:

Em Guamiranga:

  • Sítio Arqueológico Barra do Lajeadão – sítio lítico (com materiais produzidos em rocha) a céu aberto.

Em Prudentópolis:

  • Sítios Arqueológicos Pari Rio Ivaí nºs 1, 3, 4, 6 e 8 – sítios pré-coloniais (período anterior à chegada dos portugueses) a céu aberto.

Em Ivaí:

  • Sítio Arqueológico Pari Rio Ivaí nº 5 – sítio pré-colonial a céu aberto.

No CNSA/Iphan não constam registrados sítios arqueológicos para os municípios de Carambeí e Ipiranga, mas no município próximo de Ponta Grossa constam 8 sítios arqueológicos:

  • Sítio arqueológico Pedra do Viado ou Abrigo sob Rocha Cambiju – Sítio lítico (com presença de ferramentas fabricadas em rocha) em abrigo sob rocha, com pinturas realistas de animais e outras sinalizações esquematizadas, executadas com pigmentos minerais, no teto do abrigo rochoso; Sítio Abrigo Morro do Castelo – sítio lítico em abrigo sob rocha;
  • Sítio arqueológico Lavrinha – Sítio cerâmico a céu aberto. Tradição Tupiguarani, Fase Lavrinha;
  • Sítios arqueológicos Barra Bonita I, II e III; Conceição I e II – sítios líticos a céu aberto. Em grande parte estão implantados em áreas de relevo montanhoso.

Não há sítios arqueológicos registrados no CNSA/Iphan para o município de Castro. Porém, pesquisas arqueológicas desenvolvidas no âmbito do licenciamento ambiental resultaram na identificação de, ao menos, 15 sítios arqueológicos, entre os quais:

  • Sítio Arqueológico LT Castro ST02  Sítio com concentrações cerâmicas a céu aberto, em profundidade, relacionado às tradições Taquara-Itararé e Neobrasileira.
  • Sítio Arqueológico São Thomé  Sítio com vestígios líticos (material lascado em rocha) e concentrações cerâmicas, a céu aberto, em superfície e profundidade, relacionado às Tradições Itararé Taquara/Tupiguarani.
  • Sítio Arqueológico Monteiro  Vestígios materiais associados a um momento histórico mais recente: diversos fragmentos de vasilhas e panelas cerâmicas, de
    louças e de vidros.
A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Paraná
Telefone: (41) 3264-7971 / e-mail: iphan-pr@iphan.gov.br
Para saber mais:
Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

* ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

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