Estudos Arqueológicos em Joinville

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Os Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estiveram no município de Joinville (SC), em uma área próxima ao bairro Nova Brasília, para realizar os estudos arqueológicos referentes ao projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do LOG Joinville, autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 43, de 12/07/2021. 

Paralelamente, em parceria com aparelhos educativos e culturais, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o material explicativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? – para informar à comunidade escolar e local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região 

Na região do estado de Santa Catarina, as pesquisas arqueológicas apontam para dois períodos de ocupação humana pré-colonial: um primeiro, mais antigo, composto por grupos caçadores-coletores, que realizavam a coleta de vegetais, a pesca e a caça, como atividades econômicas predominantes, das Tradições Umbu e Humaitá, com vestígios de pequenas peças líticas (em pedra) polidas e finamente trabalhadas, como: furadores, raspadores e lâminas de machado (Umbu), ou robustas, feitas em blocos ou seixos (Humaitá), sendo encontrados ora acampamentos ora oficinas de extração e produção de ferramentas; e um segundo, de grupos horticultores-ceramistas, com produção de vasilhames, pequenos de paredes finas, escuras e bem alisadas, de Tradição Itararé/Taquara; e de base arredondada, pintadas em preto e vermelho sobre engobo branco da Tradição Tupiguarani. Em relação às pesquisas no litoral, têm-se registros de grupos construtores de sambaquis (concheiros), formações construídas a partir do empilhamento de moluscos, areia ou terra e restos de animais marinhos e terrestres.

Bens culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. O município de Joinville possui vários bens tombados, a lista dos imóveis com proteção cultural e as orientações para novos tombamentos estão disponíveis no site da Prefeitura.

Sítios Arqueológicos

Um número significativo de pesquisas arqueológicas já foi feito em Joinville, no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, há registro de mais de 35 sítios no município, com grande parte sendo de grupos sambaquieiros. Alguns deles: o sítio Rio Comprido, situado no perímetro urbano no Bairro Boa Vista; e os sítios de berbigueiro e concheiro Rio da Ribeira e Morro do Ouro.

Há também sítios históricos e líticos, como: o sítio Cemitério da Rua dos Suíços, histórico referente a uma comunidade evangélica associado ao período entre 1855 e 1950, com estruturas de sepultamento em alvenaria; os sítios Estrada do Oeste 01 – 04, com casas subterrâneas; e o sítio Olario Emilio Stock, uma unidade industrial. O sistema SEI/IPHAN apresenta, também, o sítio Casa Wetzel, que consiste em um sítio histórico, composto por uma residência e um galpão anexo, construídos no ano de 1898, pela família Wetzel de Joinville.

Galeria das fotos de campo

  • LOG Joinville

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial 

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN

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