Outros Estudos Arqueológicos em Leme

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Os Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estão no município de Leme (SP), para realizar os estudos arqueológicos referentes ao projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico da Mineração Maristela Ltda, autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 45, de 26/07/2021.

Paralelamente, em parceria com aparelhos educativos e culturais, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o material explicativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? – para informar à comunidade escolar e local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Estudos anteriores em Leme

Outros estudos também já foram realizados em Leme:

  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Jardim Arrais, autorizado pelo IPHAN por meio da Portaria nº 39, de 22/06/2021;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Jardim Residencial Santa Carolina II, autorizado por meio da Portaria nº 05, de 25/01/2021;
  • Projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Loteamento Industrial Anhanguera, autorizado por meio da Portaria nº 26, de 27/04/2020;
  • Projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Jardim Residencial Ernesto Esgarboze, autorizado pelo IPHAN por meio da Portaria nº 79, de 24/12/2018.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região

A área do estudo está situada na Bacia Hidrográfica do rio Mori-Guaçu, nos “Campos de Araraquara”, região com significativo atrativo para grupos humanos em tempos pretéritos. Os estudos arqueológicos no Estado de São Paulo costumam dividir a ocupação humana em três períodos distintos: um primeiro, mais antigo, de grupos caçadores-coletores que realizavam a coleta de vegetais, a pesca e a caça, como atividades econômicas predominantes, associados às Tradições: Umbu, com vestígios de pequenas peças líticas (em pedra), como raspadores, furadores, talhadores e lâminas de machado, polidas e finamente trabalhadas; Humaitá, com produções mais robustas, feitas com blocos ou seixos; e Rio Claro, com uma produção que transformava o material base, a partir do lascamento e espatifamento. Já em relação ao segundo período, um pouco mais recente, de grupos horticultores-ceramistas, há registros das Tradições Tupiguarani, com cerâmicas de base arredondada, pintadas em preto e vermelho sobre engobo branco; e Itararé, com vasilhames pequenos, em coloração escura, com paredes finas e bem alisadas

Sítios Arqueológicos

Algumas pesquisas arqueológicas já foram realizadas em Leme. Entretanto, no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, ainda não há registro de sítios no município.

Nas cidades vizinhas, Araras, Corumbataí, Rio Claro e Pirassununga, há 77 sítios, em soma, sendo 71 deles em Rio Claro. Alguns exemplos: o sítio Araras, multicomponencial, com fragmentos de vidro, louça, telha colonial e material lítico lascado, além de uma estrutura histórica relacionada à fundação da usina em 1935; o sítio Abrigo Santo Urbano em Corumbataí, com a presença de gravuras rupestres e material lítico; o sítio cerâmico Cachoeira de Emas 3, associado à Tradição Tupiguarani, em Pirassununga; e o sítio lítico Pitanga, em Rio Claro.

Galeria das fotos de campo

  • Jardim Arrais;
  • Mineração Maristela Ltda;

Acesse mais informações sobre a pesquisa desenvolvida pelo projeto Jardim Residencial Santa Carolina II e seus resultados na aba Projetos deste blog.


A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo

Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s