Outros Estudos Arqueológicos em Leme

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Os Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estão no município de Leme (SP), para realizar os estudos arqueológicos referentes ao projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Loteamento Residencial e Comercial Planalto, autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 65, de 25/10/2021.

Paralelamente, em parceria com aparelhos educativos e culturais, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o material explicativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? – para informar à comunidade escolar e local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Estudos anteriores em Leme

Outros estudos também já foram realizados em Leme:

  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico da Mineração Maristela Ltda, autorizado pelo IPHAN por meio da Portaria nº 45, de 26/07/2021;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Jardim Arrais, autorizado por meio da Portaria nº 39, de 22/06/2021;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Jardim Residencial Santa Carolina II, autorizado por meio da Portaria nº 05, de 25/01/2021;
  • Projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Loteamento Industrial Anhanguera, autorizado por meio da Portaria nº 26, de 27/04/2020;
  • Projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Jardim Residencial Ernesto Esgarboze, autorizado pelo IPHAN por meio da Portaria nº 79, de 24/12/2018.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região

A área do estudo está situada na Bacia Hidrográfica do rio Mori-Guaçu, nos “Campos de Araraquara”, região com significativo atrativo para grupos humanos em tempos pretéritos. Os estudos arqueológicos no Estado de São Paulo costumam dividir a ocupação humana em três períodos distintos: um primeiro, mais antigo, de grupos caçadores-coletores que realizavam a coleta de vegetais, a pesca e a caça, como atividades econômicas predominantes, associados às Tradições: Umbu, com vestígios de pequenas peças líticas (em pedra), como raspadores, furadores, talhadores e lâminas de machado, polidas e finamente trabalhadas; Humaitá, com produções mais robustas, feitas com blocos ou seixos; e Rio Claro, com uma produção que transformava o material base, a partir do lascamento e espatifamento. Já em relação ao segundo período, um pouco mais recente, de grupos horticultores-ceramistas, há registros das Tradições Tupiguarani, com cerâmicas de base arredondada, pintadas em preto e vermelho sobre engobo branco; e Itararé, com vasilhames pequenos, em coloração escura, com paredes finas e bem alisadas

Sítios Arqueológicos

Algumas pesquisas arqueológicas já foram realizadas em Leme. Entretanto, no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, ainda não há registro de sítios no município.

Nas cidades vizinhas, Araras, Corumbataí, Rio Claro e Pirassununga, há 77 sítios, em soma, sendo 71 deles em Rio Claro. Alguns exemplos: o sítio Araras, multicomponencial, com fragmentos de vidro, louça, telha colonial e material lítico lascado, além de uma estrutura histórica relacionada à fundação da usina em 1935; o sítio Abrigo Santo Urbano em Corumbataí, com a presença de gravuras rupestres e material lítico; o sítio cerâmico Cachoeira de Emas 3, associado à Tradição Tupiguarani, em Pirassununga; e o sítio lítico Pitanga, em Rio Claro.

Galeria das fotos de campo

  • Jardim Arrais;
  • Mineração Maristela Ltda;
  • Loteamento Residencial e Comercial Planalto;

Acesse mais informações sobre a pesquisa desenvolvida pelo projeto Jardim Residencial Santa Carolina II e seus resultados na aba Projetos deste blog.


A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo

Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

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