Estudos Arqueológicos em Cocal e Bom Princípio do Piauí

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estiveram em Cocal e Bom Princípio do Piauí (PI), para realizar os estudos de campo referentes ao Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na Área de Implantação do Complexo Solar (UFVs Celeo Norte Piauí)autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 70, de 16/11/2021.

Paralelamente, em parceria com instituições educativas e culturais, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o material informativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? – para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região

A área do estudo é banhada pelas bacias hidrográficas dos rios Pirangi e São Miguel, que representam significativo atrativo para estabelecimento de povos em tempos pretéritos. A Arqueologia aponta dois períodos de ocupação: um primeiro, com grupos caçadores-coletores, da Tradição Itaparica, com líticos (materiais em pedra); e da Fase Agreste, também com produção lítica, a partir do lascamento, mas com pouca variedade de matéria prima; no segundo momento, há os grupos ceramistas, das Tradições Tupiguarani e Aratu.

Existentes também os registros rupestres, de Tradição Nordeste, com pinturas de animais, objetos, plantas e seres humanos, em seus costumes: danças, manifestações culturais e caçadas, e que se divide em dois estilos: o Serra da Capivara, identificado por figuras em movimento, simples, precisas e com traços básicos; e o Serra Branca, com figuras maiores de corpo geométrico, bem ornamentadas. A subtradição Várzea Grande, semelhante às anteriores, mas, dividida geograficamente, é muito encontrada na região, identificada por pinturas com contorno aberto. Há também a Tradição Caxingó, que inclui elementos ligados ao reino vegetal, como flores e folhas, objetos, membros separados do corpo – mãos, pés -, assim como formas em cruz ou X, com traços largos e predominância da cor vermelha; e a Tradição Geométrica, que é associada a grafismos puros e algumas raras representações humanas, com lagartos e mãos/pés extremamente geometrizados.

Sítios Arqueológicos

Algumas pesquisas arqueológicas já foram feitas na região. O Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, apresenta registro de 10 sítios nos municípios. São eles: o sítio de pinturas rupestres Pedra do Letreiro em Cocal e de abrigos com gravuras: Pedra Pintada I e II, Guaritas I, II, III e IV; Furna do Letreiro; Letreiro das Cruzes e Furna das Guaritas, em Bom Princípio do Piauí.

Galeria das fotos de campo

  • Complexo Solar (UFVs Celeo Norte Piauí);

A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado do Piauí:

Telefones: (86) 3221-1404

E-mail: iphan-pi@iphan.gov.br

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial 

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN

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