Outros Estudos Arqueológicos em Bauru

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estiveram em Bauru (SP), para realizar os estudos de campo referentes aos projetos de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Bosque do Lago e de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Bosque das Araucárias, ambos autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº nº 05, de 24/01/2022.

Paralelamente, em parceria com instituições educativas e culturais, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o material informativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? – para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Estudos anteriores em Bauru

Outros estudos também já foram realizados em Bauru:

  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico da Área Madi. Autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, por meio da Portaria nº 46, de 02/08/2021;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Loteamento Residencial e Comercial Bauru 187 (COMVIVA BAURU 1), autorizado por meio da Portaria nº 17, de 08/03/2021;
  • Projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do Loteamento Jardim São José, autorizado por meio da Portaria n.º 77 de 09/12/19;
  • Projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de implantação do loteamento residencial Vida Nova Bauru, autorizado por meio da Portaria n.º 13 de 12/03/2018.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região 

Situada na região do Planalto Ocidental Paulista, na Bacia Hidrográfica do Rio Tietê-Jacaré, a área apresenta significativo atrativo para a ocupação humana em tempos pretéritos. Os estudos arqueológicos no Estado de São Paulo costumam dividir a ocupação humana em dois períodos distintos: um primeiro, mais antigo, de grupos caçadores-coletores, que realizavam a coleta de vegetais, a pesca e a caça, como atividades econômicas predominantes, associados às Tradições: Umbu, com vestígios de pequenas peças líticas (em pedra), como raspadores, furadores, talhadores e lâminas de machado, polidas e finamente trabalhadas; e Humaitá, com produções mais robustas, feitas com blocos ou seixos. Já o segundo período, um pouco mais recente, de grupos horticultores-ceramistas, há registros das Tradições Tupiguarani, com produção de cerâmicas de base arredondada pintadas em preto e vermelho sobre engobo branco; e Itararé, com vasilhames pequenos, em coloração escura, com paredes finas e bem alisadas. Um elemento característico deste grupo são as casas subterrâneas, muito profundas de formato circular.

Bens culturais  

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. O município de Bauru possui dois bens tombados, isto é, protegidos pela lei pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat. São eles:

  • Antigo Asilo Colônia Aimorés;
Fonte: Condephaat
  • Complexo Ferroviário de Bauru.
Fonte: Condephaat

Sítios Arqueológicos

Um número significativo de pesquisas arqueológicas já foi feito em Bauru. Entretanto, o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, não possui registro de sítios no município. Há o sítio Rio Bauru, histórico, associado ao século XX, no qual foram encontradas sete estruturas e uma lixeira.

Galeria das fotos de campo

  • Área Madi;
  • Bosque do Lago;
  • Bosque das Araucárias;

Acesse mais informações sobre a pesquisa desenvolvida pelo projeto Loteamento Residencial e Comercial Bauru 187 (COMVIVA BAURU 1) e seus resultados na aba Projetos deste blog.


A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo

Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

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