Outros Estudos Arqueológicos em Campinas

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Os arqueólogos da A Lasca Arqueologia estiveram no município de Campinas (SP), para realizar os estudos de campo referentes ao projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Loteamento Estação Guanabara, autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 83, de 31/12/2021.

Paralelamente, em parceria com instituições educativas e culturais, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o material informativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante? – para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Estudos anteriores em Campinas

Outros estudos também já foram realizados em Campinas:

  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Bela Lagoa. Autorizado pelo IPHAN por meio da Portaria nº 41, de 05/07/2021;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Loteamento Swiss Park – São Martinho, autorizado por meio da Portaria nº 77, de 21/12/2020;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Residencial Orion, autorizado por meio da Portaria nº 68, de 09/11/2020;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Residencial Antares, autorizado por meio da Portaria nº 68, de 09/11/2020;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Residencial Centauro, autorizado por meio da Portaria nº 61, de 02/10/2020;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Parque Barreto Leme (Gleba 56), autorizado pela Portaria n.º 55, de 24/08/2020;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Residencial Parque Dunlop (Gleba 55), autorizado pela Portaria n.º 42, 26 de junho de 2020;
  • Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Loteamento Jd Madrid, autorizado pela Portaria n.º 56, de 19/08/2019;
  • Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Loteamento Reserva dos Campos, autorizado pela Portaria n.º 58, de 23/08/2019;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Arruamento e Loteamento Jatiuna, autorizado pela Portaria n.º 39, de 17/06/2019;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Loteamento Residencial Terras do Friburgo, autorizado pela Portaria n.º 23, de 15/04/2019;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Loteamento Vista Campinas, autorizado pela Portaria n.º 08, de 04/02/2019;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área do Loteamento Glebas São Quirino, autorizado pela Portaria n.º 61, de 08/10/2018;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área do Loteamento Sítio Carioca, autorizado pela Portaria n.º 31, de 28/05/2018;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área do Loteamento Parque das Cores, autorizado pela Portaria n.º 36, de 25/06/2018;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Loteamento SQ Comercial, localizado ao lado da Rodovia Dom Pedro II (SP-065), autorizado pela Portaria n.º 05, de 30/01/2018;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área de implantação do Dispositivo de Presídio km 5+000 Campinas da SP 101 (Jornalista Francisco Aguirre Proença). Conjuntamente com o município de Hortolândia e autorizado pela Portaria n.º 02, de 22/01/2018;
  • Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico na área do Loteamento Residencial Fazenda Lagoa 2, autorizado pela Portaria n.º 56, de 02/10/2017;
  • Projeto de Avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área do Loteamento Lix Viracopos, autorizado pela Portaria nº 58, de 09/10/2017.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União, protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimentos potencialmente modificadores do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região

A região é estratégica para o estudo arqueológico, pois se situa na bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o que a tornava muito atrativa para o estabelecimento de grupos humanos. Ocuparam a região sul e sudeste do Brasil povos caçadores-coletores da Tradição Umbu, com excelente habilidade na produção de pontas de projéteis (flechas) com líticos (em pedras) cuidadosamente retocados; e Humaitá, caracterizados por suas “lesmas”, artefatos produzidos sobre blocos ou seixos. Há indícios de grupos horticultores-ceramistas, mais recentes, da Tradição Tupiguarani, com suas urnas funerárias e vasilhames, com bases arredondadas e pinturas em preto e vermelho sobre engobo branco; e Itararé, caracterizados pela produção de cerâmicas pequenas, escuras e com paredes finas. Os contextos arqueológicos sugerem trocas entre esses grupos.

Bens Culturais

Bens culturais são elementos representativos da história e da cultura de um lugar e que são importantes para o grupo de pessoas que ali vivem. O município de Campinas possui mais de 20 bens tombados, isto é, protegidos por lei pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo – Condephaat. Alguns deles:

  • Sobrado à Rua Dr. Salles de Oliveira;
Fonte: Condephaat
  • Sede da Fazenda Mato Dentro;
Fonte: Condephaat
  • Palácio dos Azulejos;
Fonte: Condephaat
  • Escola do Povo Ferreira Penteado;
Fonte: Condephaat
  • Casa Grande e Tulha;
Fonte: Condephaat
  • Antiga Cadeia de Campinas.
Fonte: Condephaat

Sítios Arqueológicos

Um número significativo de pesquisas arqueológicas já foi realizado em Campinas.  Segundo o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, cinco sítios são registrados no município. São eles:

  • Sítio Morro Azul: pré-cerâmico, a céu aberto;
  • Sítio Souzas I:  composto por uma estrutura de alvenaria de pedra seca;
  • Sítio Colina: histórico, composto por ruínas de estruturas, alicerces em pedra e fragmentos de tijolos;
  • Sítio Benedito Pupo: também com ruínas em pedra, fragmentos de tijolos e cerâmica;
  • Sítio Cemitério Revolução 1932: com parte das ossadas dos antigos combatentes removida do local, segundo fontes orais.

Há, também, o Sítio Santa Paula, na baixa vertente do rio Atibaia, com fragmentos de cerâmica.

Galeria das fotos de campo

  • Bela Lagoa;
  • Loteamento Estação Guanabara;

Acesse mais informações sobre a pesquisa desenvolvida pelos projetos: Residencial Orion, Residencial Antares, Residencial Centauro, Residencial Parque Dunlop e Parque Barreto Leme, e seus resultados na aba Projetos deste blog.


A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado de São Paulo
Telefones: (11) 3826-0744 / 3826-0905 / 3826-0913
Para saber mais:
Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN.

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