Estudos Arqueológicos em Brotas de Macaúbas

[ATIVIDADE DE ESCLARECIMENTO]*

Arqueólogos da A Lasca Arqueologia estão em Brotas de Macaúbas (BA) para realizar estudos de campo.

Paralelamente, em parceria com aparelhos educativos e culturais, será difundido, por meio dos seus canais de comunicação, o material informativo digital – Por que o Patrimônio Cultural é tão importante?– para informar à população local sobre a necessidade de estudos arqueológicos para o licenciamento ambiental de empreendimentos modificadores do meio ambiente.

Essas ações de esclarecimento e extroversão integram o projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico do Parque Eólico Morro do Cruzeiro, estudos autorizados pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, órgão do Governo Federal responsável pela gestão do patrimônio arqueológico, por meio da Portaria nº 73, de 22/11/2021.

Por que são necessários esses estudos?

Sítios arqueológicos são bens da União e são protegidos por legislação federal, Lei n. 3.924/61, sendo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan o órgão responsável pela proteção desses sítios. A legislação objetiva a proteção desses bens e exige estudos prévios, como forma de garantir a redução dos impactos ao patrimônio arqueológico, durante a implantação de atividades e empreendimento potencialmente modificadoras do meio ambiente.

Para que se possa ter sucesso na proteção dos bens culturais, sejam os arqueológicos ou quaisquer outros, é importante o entendimento de que todos nós somos responsáveis por cuidar desses bens para que as gerações futuras possam conhecê-los.

Esta ação busca estimular as percepções e envolver os moradores com seu patrimônio, desenvolvendo, ou ainda, exercitando noções de pertencimento, de identidade e alteridade. Estas atividades são formas de diálogo entre os pesquisadores e a comunidade, visando à valorização, ressignificação e proteção do patrimônio arqueológico e cultural da cidade.

Informações sobre a região 

Os estudos arqueológicos na região do Estado da Bahia apontam para a ocupação mais antiga de grupos caçadores coletores que se abrigavam em grutas e produziam materiais líticos (em pedra) pequenos e cuidadosamente retocados associados à Tradição Itaparica, em 12.000 AP (antes do presente). Em relação aos povos horticultores-ceramistas, de ocupação um pouco mais recente, é possível identificar as tradições Tupiguarani, com vasilhames de paredes grossas, em tamanhos variados, com pinturas, normalmente restritas à parte interna de grandes vasos abertos, em vermelho, preto ou cinza sobre branco; e Aratu, com cerâmicas sem decoração, alisadas, com pequenas incisões sob o lábio.              

Quanto às pinturas rupestres, há a Tradição Nordeste, identificada por suas pinturas pequenas de traços finos, com técnicas que privilegiam o delineamento e representam ações ou cenas, que possuem um caráter narrativo, nas colorações amarela, ocre, branca, negra, cinza, azul e, principalmente, vermelha; a Agreste, com figuras geométricas, com representações de indivíduos em tamanhos grandes, marcas de mão isoladas e rara ocorrência de cenas; e a São Francisco, na sua maioria composta por desenhos geométricos complexos, com uma organização interna e um jogo de cores, não havendo registro de cenas.

Sítios Arqueológicos

Algumas pesquisas arqueológicas já foram realizadas em Brotas de Macaúbas. O Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos – CNSA, banco de dados mantido e atualizado pelo IPHAN, possui registro de 9 sítios no município. São eles: Barragem Aguada; Brotas de Macaúbas I, II, III e IV; Mangabeira e Morro do Cruzeiro. Há também os sítios Mendes, cerâmico; Patrimônio I, III e III e Lapa do Tapuio, rupestres; Oc. Arq. Povoado Mata do Frázio e Santa Cruz I e II, líticos; e o Brotas de Macaúbas IV, lito-cerâmico.


A quem comunicar caso encontre vestígios arqueológicos na cidade:

Superintendência do Iphan no Estado da Bahia

Telefone: (71) 3321-0133

Para saber mais:

Centro Nacional de Arqueologia – Licenciamento Ambiental – Educação Patrimonial

ESTE TEXTO FAZ PARTE DO CONJUNTO DE PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA A LASCA ARQUEOLOGIA PARA ESCLARECIMENTO À COMUNIDADE LOCAL, EM ATENDIMENTO À INSTRUÇÃO NORMATIVA N. 1/2015 E PORTARIA N. 137/2016 DO IPHAN

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